Na manhã de hoje (29), a Adufms, juntamente com outros grupos como a Fetems, ACP, MST, CUT, MPL e outros, participou do “Ato #SemAnistia e Prisão para Bolsonaro”, realizado na Praça do Rádio, em Campo Grande. A manifestação integra a mobilização nacional convocada pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular.
A presidenta da Adufms, Mariuza Guimarães, fez um breve discurso durante o ato, reiterando a importância da luta pela democracia. Em sua fala, afirmou: “Nós lutamos pela democracia, a universidade foi sempre um espaço de resistência e não deixará de ser, nós continuaremos falando, produzindo, escrevendo e defendendo a democracia. Continuaremos lutando para que você possa ter o direito de falar e viver o que pensa, viver pela dignidade humana, é isso que defendemos e é por isso que estamos aqui na rua”.
Além dos movimentos sociais e centrais sindicais, também estiveram presentes representantes de partidos de esquerda. O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Campo Grande, Agamenon do Prado, participou da organização do evento. Para ele, “Nós estamos vivendo um momento histórico. Pela primeira vez, golpistas estão sendo julgados pela justiça brasileira. E não só isso, também estamos presenciando o acontecimento inédito, que é o fato de termos generais de cinco estrelas sendo julgados pelo STF. Diante disso, nós, da sociedade civil, democratas de todas as matrizes políticas, temos que estar na rua para dar sustentação a este encaminhamento feito pela justiça brasileira. Temos que dar total apoio ao judiciário”.
Ainda sobre a situação, Agamenon alertou: “Nós estamos aqui fortalecendo o movimento ‘Sem Anistia’, também porque os golpistas, através de seus deputados no Congresso Nacional, estão tentando impor ao país uma anistia aos culpados pelo ato de 8 de janeiro. Portanto, não sairemos da rua até que estes sejam julgados e presos”.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT-MS) também esteve presente. Para ela, o ato reivindica o respeito às leis e às instituições. “O Brasil tem um Estado Democrático de Direito que foi duramente conquistado pelos trabalhadores, pela luta dos democratas e daqueles que acreditam na democracia como instrumento da convivência humana. Nós sofremos um golpe em 64, vivemos mais de 20 anos diante de uma ditadura sanguinária e conseguimos restabelecer o Estado de direito democrático através da Constituição Federal de 1988. Nós estamos aqui para defender esta Constituição, o direito das pessoas ao voto e o direito ao voto. Estes que estão agora julgados pelo STF, inclusive o ex-presidente Bolsonaro e generais de alta patente do Exército, da Marinha e da Aeronáutica Brasileira não estão acima da lei, eles precisam sofrer o que a lei prevê. Não queremos mais nem menos, queremos exatamente que sejam aplicadas as leis às pessoas que transgridem a norma.”
O vereador Landmark Rios (PT-MS) também reafirmou o compromisso com a democracia, as instituições públicas e a Constituição de 1988. “Nós não podemos permitir mais ditadura no Brasil ou em qualquer canto que seja. Temos que trazer à memória dos nossos jovens que não viveram este momento da ditadura militar o que foi este momento, eu mesmo ainda sou reportado pela minha família que viveu isso naquele período. Então, temos que, através de manifestações como a que aconteceu hoje, reafirmar o movimento Sem Anistia e a condenação de todos aqueles que viraram réu tentando reviver aquele período”.
O vereador Jean Ferreira (PT-MS) ressaltou a importância histórica do momento. “Pela primeira vez na história do Brasil, um ex-presidente investigado por tentativa de golpe está sendo, de fato, denunciado e se tornando réu por este crime. Então, não podemos perder este momento para nos mobilizarmos e mostrarmos que a opinião popular defende a democracia, além de ser contra o retrocesso que é cogitar a volta de uma ditadura militar no Brasil. Hoje, foi não só um ato para que a gente concretize este apoio à punição dos golpistas, mas também uma forma de justiça por todas as vítimas da gestão do ex-presidente, inelegível, Jair Bolsonaro, durante a pandemia de Covid-19”.
A mobilização seguirá neste fim de semana nas 27 capitais do país. Em Campo Grande, outros dois eventos sobre a ditadura militar estão programados. No dia 31, às 19h, será exibido na sede da Adufms o documentário O Dia Que Durou 21 Anos, em evento organizado por Luiza Ribeiro em parceria com a entidade. Já no dia 5 de abril, no mesmo local, haverá uma reunião promovida por estudantes e movimentos sociais, com o tema “Memória e Verdade Sobre a Ditadura Militar no Brasil”.
Fotos do Ato








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