
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, esteve em Campo Grande na última quinta-feira (5 de fevereiro de 2026) como parte da agenda do programa “Governo do Brasil na Rua – Feira da Cidadania”. Além disso, Boulos também participou de reuniões com movimentos sociais e organizações de participação popular
O ministro esteve presente no CEU Das Artes, no Parque do Lageado, onde participou da abertura do evento pela manhã, concedeu entrevista coletiva e percorreu a Feira da Cidadania, que reuniu atendimentos e serviços à população.
Sua vinda também foi marcada pela reunião com o Fórum de Participação Social do Estado do Mato Grosso do Sul, em que recebeu demandas sistematizadas de movimentos ligados à reforma agrária, à luta por moradia e aos trabalhadores.
Mais tarde, o ministro se reuniu com movimentos sociais no Sindicato dos Comerciários de Campo Grande para debater assuntos como a escala 6×1. Na presença das lideranças, Boulos afirmou que esteve em reunião com outros ministros e que o governo Lula se compromete a enviar projeto de lei pelo fim da escala 6×1 em caráter de urgência até abril.
Marco Aurélio Stefanes esteve presente como representante da Adufms-Seção Sindical do Andes-SN. Para ele, “nós estamos numa luta intensa pela melhoria da qualidade de vida da população brasileira, em particular do trabalhador, que enfrenta uma escala extenuante”. Ele ainda relembra que o debate sobre a escala 6×1 está “congelado desde a Constituição de 1988” e precisa avançar, pois “hoje temos tecnologia e avanços de gestão que permitem priorizar a qualidade de vida”. Para Stefanes, o fim da escala 6×1 é “um passo importante para que o trabalhador tenha não só condições de trabalhar, mas de ter uma vida digna”, lembrando que países com jornadas menores, como na Europa, têm maior produtividade e melhor qualificação.

À noite, o ministro foi ao Instituto Misericordes, no Parque do Sol, para tratar de direitos à agricultura familiar e à moradia, além de questões levantadas pelos movimentos sociais. No evento, Boulos recebeu com atenção as questões e destacou a importância da união de todos os trabalhadores e militantes para o processo das eleições de 2026.
O vereador Landmark Rios, que esteve presente no encontro, destacou que a presença do ministro coloca Campo Grande “no radar” das políticas federais, especialmente nos territórios marcados por baixa renda, violência contra mulheres, violações de direitos de crianças e conflitos em ocupação. Landmark também afirmou que há agendas pré-programadas com a equipe de Boulos em Brasília para discutir investimentos em habitação, lembrando que a capital possui mais de 220 favelas e ocupações.

No mesmo evento, membros de organizações como o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), lideranças indígenas e membros de outros movimentos de reforma agrária entregaram cartas com pautas sobre regularização fundiária, moradia e acesso a políticas públicas.
Gleice Jane, que acompanhou Boulos durante toda a agenda em Campo Grande, disse que o ministro veio “mostrar que a política do presidente Lula é uma política do povo e para o povo” e que as políticas públicas precisam estar acessíveis também às camadas populares. Ela avaliou que Boulos demonstrou abertura ao diálogo, ouviu as demandas locais e saiu da capital com um “retrato” das necessidades do estado, classificando a visita como “um dia muito produtivo”.
Na saída do evento, respondendo à Adufms, Guilherme Boulos fez um balanço positivo da passagem por Campo Grande e disse que a agenda cumpriu o propósito do “Governo do Brasil na Rua”. Ele afirmou que “foram milhares de atendimentos” e que o governo levou “as políticas do Lula para a periferia de Campo Grande”. O ministro destacou também os encontros com trabalhadores em defesa do fim da escala 6×1 e reforçou que percorrer o país faz parte de uma estratégia de diálogo permanente. “Esse é o propósito de rodar o Brasil, é poder conversar com o povo, ouvir as demandas, levar essas demandas para Brasília, mas, acima de tudo, trazer os programas para cá”, concluiu. Boulos incentivou cada vez mais a viabilização da participação do povo trabalhador dentro do governo, e se dispôs a ser encarregado por promover cada vez mais esta atitude.
