Estudantes da UFMS se unem a trabalhadores e movimentos sociais em ato pelo fim da escala 6×1

Na última terça-feira, 13 de outubro, estudantes, professores, trabalhadores, entidades em defesa dos direitos dos profissionais da educação, movimentos sociais e parlamentares participaram de uma mobilização pelo fim da escala de trabalho 6×1 e em defesa de pautas sociais. Sob chuva, o ato foi realizado nas ruas do entorno da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, e também reuniu manifestantes em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mobilização evidenciou a articulação entre diferentes setores da sociedade em torno dos direitos dos trabalhadores, da educação e da democracia. Organizada pelo movimento estudantil, a iniciativa contou com a participação de representantes de movimentos sociais e parlamentares, além de integrantes da comunidade universitária.

A ADUFMS – Seção Sindical do ANDES-SN esteve presente no ato, representada pelo presidente, José Roberto Rodrigues Oliveira, e pelo vice-presidente, Marco Aurélio Stefanes.

O vereador Jean Ferreira, que também esteve envolvido na organização da manifestação, ressaltou a importância da mobilização estudantil e da ocupação das ruas em defesa da democracia. “O ato que a gente realizou na UFMS é de grande importância porque a gente está demarcando um espaço que é trincheira de luta da classe trabalhadora e do movimento estudantil pela democracia e vanguarda contra o fascismo. Desde a época da ditadura, o movimento estudantil sempre tomou frente e a gente está fazendo isso em todo o Brasil. Aqui em Campo Grande não seria diferente e no interior do Mato Grosso do Sul também”.

Diante do microfone, Marco Aurélio Stefanes destacou a importância da mobilização e da construção coletiva diante do cenário político nacional. “O fantasma do fascismo está nos rondando. E para isso a gente precisa criar força, e essa força está presente hoje aqui. Então pra isso a gente precisa que o nosso medo dê espaço à nossa esperança. O medo é a arma do fascismo e ela existe. De todas as cores. O país de todos os amores. O país de todas as danças. O país de todas as crenças. É isso que nós precisamos.”

Outra pessoa que também contribuiu para a organização da manifestação, a psicóloga e mestranda em Educação pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Ladielly Souza, destacou a união entre estudantes e trabalhadores na luta pelo fim da escala 6×1 e pela garantia de direitos sociais. “A nossa luta se juntou, os estudantes com os trabalhadores, os estudantes deram um show nas ruas, chamando também os trabalhadores para estarem nas ruas, para ir contra, para lutar pelo fim da escala 6 por 1. A gente quer ver a dona de casa, a gente quer ver o povo trabalhador tendo pelo menos dois dias de descanso e todos nós que estávamos aqui na rua hoje sabemos a importância de votar no presidente Lula para que tenha continuidade nosso projeto de país, para que as pessoas tenham dignidade, para que a gente não volte para a pílula do osso, para que a gente não volte para as milhares de mortes durante a Covid, para que a gente não retroceda e que a gente continue tendo um projeto de país”.

A manifestação reforçou a importância da organização coletiva e da aproximação entre a universidade, os trabalhadores e os movimentos sociais na defesa de direitos e de políticas públicas. A participação de diferentes setores da sociedade deu visibilidade às reivindicações por melhores condições de trabalho, valorização da educação e garantia de direitos sociais.