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Adufms, Sista e movimento estudantil realizam ato por reajuste de servidores

Adufms e Sista organizaram um ato pelo reajuste salarial de 39,9% na UFMS nesta quarta-feira (30). Na capital e no interior, houve panfletagem e plenária aberta sobre a necessidade da recomposição e da filiação.

A atividade compôs o calendário nacional de lutas das entidades sindicais em defesa do serviço público federal, com mobilização em todo o Brasil.

Foto: Norberto Liberator/Ascom

Em Campo Grande, o ato ocorreu no Portão II da Universidade, a partir das 15h e teve apoio de entidades estudantis, como o Diretório Central Estudantil (DCE) e o Centro Acadêmico de História (CaHis). Com bandeiras, megafone e panfletagem, docentes e estudantes chamaram atenção para a mobilização nacional em torno da correção salarial.

Foi distribuída a cartilha “Servidora, servidor, seu dinheiro está sumindo”, que explica as perdas salariais desde 2017, o cálculo que chegou ao índice reivindicado e a necessidade de filiações para que os sindicatos tenham força para negociar. O material pode ser conferido clicando aqui.

Em Três Lagoas, a concentração ocorreu no pátio do curso de Geografia, a partir das 14h. Houve plenária para discutir a campanha salarial e organizar a operacionalização das próximas ações de mobilização.

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Ato pelo reajuste salarial ocorre nesta quarta, 30 de agosto

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Nota

Nota de repúdio e convocação para Ato Pela Democracia

A Adufms repudia veementemente os atos de cunho terrorista e golpista realizados por bolsonaristas neste domingo, 8 de janeiro, no Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), sedes dos três poderes no Brasil, localizadas em Brasília.

Inédito, o ato terrorista que resultou em violência, depredação do patrimônio público e de obras de arte, além de situações constrangedoras e ameaças verbais, foi o resultado de anos de discursos de incitação ao caos, de rompimento da ordem democrática e, posteriormente, de não aceitação do resultado eleitoral, que contou com a conivência e, em muitos casos, o fomento por parte do ex-presidente da República.

Exigimos a rápida aplicação do rigor da Lei, bem como nos solidarizamos com aqueles que tiveram seus gabinetes e sua honra atacados pela invasão fascista. Apoiamos as ações necessárias anunciadas pelo presidente Lula e pelos ministros da Justiça, Flávio Dino, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Convocamos a população campo-grandense ao Ato Pela Democracia que ocorre nesta segunda-feira (9), com concentração às 17h na Praça do Rádio, na Avenida Afonso Pena. A manifestação é convocada por entidades sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e organizações da juventude.

 

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Manifestações Sindicalismo Universidades

Ato contra bloqueio na educação reúne mais de 180 pessoas em Campo Grande

Cerca de 180 pessoas estiveram presentes, na manhã desta quinta-feira (8 de dezembro), no Ato em Defesa da Educação, em Campo Grande. Os manifestantes se concentraram na Praça Ary Coelho, no Centro, a partir das 9h, para protestar contra o bloqueio realizado pelo governo de Jair Bolsonaro, que impede o pagamento de bolsas de estudo, pesquisa, programas de residência médica e o funcionamento das universidades.

O ato foi convocado por centros acadêmicos de estudantes da UFMS, DCE, UNE, juventudes partidárias e entidades ligadas à educação. A Adufms apoiou com a confecção de panfletos. Houve carro de som e batuque, a cargo da União da Juventude Comunista (UJC).

O acadêmico Gabriel Recalde, presidente do Centro Acadêmico de Psicologia, ressalta a importância de atos contra a medida. “Com esse bloqueio, sem essa verba, os estudantes não conseguem se manter na universidade. Os cortes impedem que consigam pagar aluguéis, comer, dar continuidade para as pesquisas e os serviços prestados à comunidade externa”.

O presidente da Adufms, Marco Aurélio Stefanes, também esteve presente e fez uma fala sobre a importância das bolsas para a pesquisa científica no Brasil. A enfermeira Cléo Gomes explicou a importância das bolsas para o funcionamento do Hospital Universitário (HU). “Estagiários da UFMS, dentro do HU, não conseguem se manter sem o auxílio das bolsas e isso afeta de forma direta o HU – e a comunidade externa”.

Agressão

Houve relato de agressão física contra uma manifestante, que foi atingida por um ovo, atirado por um apoiador de Bolsonaro que atacava verbalmente o ato. Em outros momentos, motoristas de carros e pilotos de motos chegaram a furar o bloqueio realizado pela Guarda Municipal e passaram próximos aos manifestantes a fim de intimidação, atividade conhecida popularmente como “tirar fina”.

Mobilizações

Ainda na mesma quinta, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) Ricardo Marcelo postou vídeo em que afirma que o MEC deve liberar as verbas para assistência estudantil. No entanto, Recalde afirma que os atos devem continuar. “A organização está articulando novas ações”. Cléo Gomes aponta que não é possível contar com o recuo. “Mesmo assim, é importante nos mantermos mobilizados. Estão ganhando tempo. Podem bloquear semana que vem de novo”.

Matéria: Norberto Liberator (Ascom – Adufms)

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Educação Manifestações

Ato contra bloqueio na educação ocorre nesta quinta em Campo Grande

A Adufms estará presente, junto a outras entidades ligadas à defesa da educação, no Ato em Defesa da Educação nesta quinta-feira (8 de dezembro), a partir das 9h, na Praça Ary Coelho. A mobilização se insere no contexto nacional de luta contra o bloqueio de R$ 344 milhões realizado pelo governo de Jair Bolsonaro no orçamento das universidades e institutos federais.

Com o corte realizado, as instituições correm risco de não funcionar, devido à falta de verba para luz, água, segurança, limpeza e outros serviços básicos, além de não haver dinheiro para manter as bolsas para pesquisa, permanência e moradia de estudantes. O impacto será de cerca de 4 mil estudantes prejudicados/as, sem garantia de recursos para continuar seus estudos, moradia e alimentação.

O valor bloqueado representa mais um ataque da gestão de Bolsonaro à educação. Um corte de R$ 438 milhões já havia sido realizado na metade do ano. De acordo com Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR e presidente da Associação Nacional de Dirigentes de Instituição de Ensino Superior (Andifes), “é uma situação absolutamente inédita, e nos deixa sem recursos e sem possibilidade de honrar os gastos das universidades, inclusive bolsas, conta de luz e água, coleta de lixo, e nossos terceirizados”.

O sucateamento da educação, aliado à política de “terra arrasada” que se prepara para o futuro governo Lula, é justificado com argumentos de que seriam necessários “contingenciamentos” para “não furar o teto de gastos”. No entanto, contraditoriamente, o mesmo governo liberou em setembro R$ 3,5 bilhões para o chamado “orçamento secreto”, ou seja, conjunto de verbas repassadas a parlamentares sem necessidade de explicação sobre a destinação do dinheiro. Durante o período eleitoral, foram mais de R$ 9 milhões gastos no cartão corporativo.

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Eleições Manifestações Sindicalismo

No MP e MPF, Adufms integra atos contra agressões a jornalistas

Nesta terça-feira (8 de novembro), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) protocolou uma representação junto ao Ministério Público Estadual (MP-MS) e ao Ministério Público Federal (MPF), contra as agressões à imprensa realizadas durante os atos antidemocráticos realizados por bolsonaristas. A entrega foi realizada com a participação de representantes de entidades signatárias do documento, entre elas a Adufms.

Na representação, as entidades pedem aos órgãos para que tomem medidas para desbloquear as vias obstruídas por bolsonaristas que não aceitam o resultado das eleições e pedem por intervenção militar. Em todo o estado de Mato Grosso do Sul, chegaram a haver 11 rodovias bloqueadas. Manifestantes de extrema-direita continuam acampados em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. Na segunda-feira (7), houve agressões contra jornalistas do SBT MS, TV Guanandi (afiliada à Band), Campo Grande News e Top Mídia News.

“Eles não aceitam que perderam, não aceitam a democracia, não respeitam a Constituição”, afirma o presidente do Sindjor, Walter Gonçalves. “Quando o Haddad perdeu as eleições em 2018, ele reconheceu o resultado, desejou boa sorte ao governo eleito, ninguém contestou as urnas nem ficou ofendendo o STF, o TSE ou a imprensa”, aponta o jornalista, que coordenou os atos por justiça e por respeito à Constituição brasileira realizados na terça.

O ministro Alexandre de Moraes, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu um prazo de 48 horas, a contar do dia 7 de outubro, para que ocorresse a liberação de “toda e qualquer via pública obstruída, locais que apresentem imposição de dificuldade à passagem, inclusive canteiros, calçadas, etc”. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) emitiu nota nesta terça (8), na qual se compromete a cumprir a decisão.

Moradores dos arredores do CMO organizam um ato nesta quinta-feira (10) em frente à Câmara dos Vereadores, para pressionar os parlamentares a tomar medidas para impedir a continuidade dos atos antidemocráticos. Os habitantes reclamam do alto volume, da dificuldade para dormir e da impossibilidade de realizar tarefas cotidianas como idas ao trabalho, aulas e compras, devido ao bloqueio das pistas.

O vereador Professor André Luís (Rede) protocolou um pedido de cassação do também vereador Sandro Benites (Patriota), por ter defendido um golpe militar durante sua participação em um dos atos bolsonaristas, além de propagar fake news ao acusar falsamente o presidente eleito Lula de ser “narcotraficante”. André se baseia nos incisos II e VII do Art. 28 da Lei Orgânica do Município, além dos incisos 6, 7 e 8 do Art. 7º da Lei Federal de Responsabilidade nº 1.079/50, que dispõem sobre incitação à desobediência militar e a subversão armada contra a ordem social.

 

Norberto Liberator (Assessoria de Comunicação)

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Mesmo com chuva, ato pela educação reúne mais de 100 estudantes na UFMS

Mais de 100 estudantes participaram, nesta terça-feira (18 de outubro), do ato contra a política de cortes na educação executada pelo governo de Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu na UFMS e foi convocada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pelos Centros Acadêmicos Organizados da UFMS.

Ingryd Trigilio, estudante de Ciências Sociais e vice-presidente da UNE, afirma que, apesar da chuva – que impediu um número maior de participantes –, a adesão foi satisfatória. “Acho que o movimento estudantil é muito forte, mas tem dificuldade de mobilização. A partir do momento em que você movimenta trabalhos dentro da universidade, acaba agregando mais estudantes. Porque quanto maior, mais tem força para mostrar que o movimento estudantil está vivo e potente, latente”, explica a acadêmica.

Em Corumbá e Três Lagoas, houve plenárias para tratar de mobilizações a respeito dos cortes. No caso de Corumbá, foi realizada uma aula pública sobre os confiscos e a PEC 32, que, se aprovada, reduz direitos dos servidores federais e abre espaço para substituição dos concursos públicos por indicações políticas.

Política de cortes

O governo Bolsonaro havia anunciado, no dia 5 de outubro, o confisco de R$ 2,4 bilhões do MEC, sendo R$ 328,5 milhões das universidades e R$ 147 milhões dos institutos federais. Diante da repercussão negativa, o Ministério recuou e anunciou o desbloqueio. Mesmo com o recuo, as mobilizações continuam, já que durante toda sua administração, Bolsonaro praticou uma política de cortes e desincentivos à educação federal. Já em seu primeiro ano de gestão, em 2019, cortou R$ 926 milhões da área. Em 2021, reduziu em quase R$ 5 bilhões o orçamento do Ministério e vetou mais R$ 2,2 bilhões.

Os valores retirados das instituições somariam mais de R$ 763 milhões somente no ano de 2022. O impacto faria com que as instituições não tivessem condições de pagar suas contas de água, luz, despesas com pessoal, serviços de segurança, limpeza e assistência estudantil. Jair Bolsonaro chamou a medida de “contingenciamento”, no entanto, na prática, o que ocorreu foi um congelamento de recursos.

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Educação Manifestações

Ato contra cortes na educação ocorre nesta terça-feira (18)

Entidades ligadas ao movimento estudantil convocam um ato contra a política de cortes e de sucateamento da educação nesta terça-feira (18 de outubro), na UFMS. A manifestação será iniciada na quadra e se deslocará em direção ao corredor central, por onde passará, até finalizar na Biblioteca Central.

O ato, que começa às 16h30, é organizado pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pelos Centros Acadêmicos Organizados. A vice-presidente da UNE, Ingryd Trigilio, explica que o ato faz parte de uma mobilização nacional que tem por objetivo derrotar a política neoliberal de desmontes das universidades. “No dia 18, o movimento estudantil vai exilar qualquer retrocesso imposto a nós; no dia 18 a aula vai ser na rua”, afirma a acadêmica de Ciências Sociais.

 

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Por reajuste, trabalhadores do HU iniciam greve por tempo indeterminado

Foi iniciada nesta segunda-feira (26 de setembro) a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), em Campo Grande. A categoria reivindica o reajuste salarial, que não ocorre há quatro anos. Durante a manhã, foi realizado um ato em frente ao Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), também conhecido como HU ou Hospital Universitário da UFMS.

O Sintsep (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) afirma que a paralisação contou com a adesão de 40% dos profissionais do HU. De acordo com Wesley Cássio Goully, secretário-geral do Sintsep, afirma que chegou a ser oferecida uma redução salarial, através da diminuição do adicional de insalubridade. “Seria um valor impactante e, a partir dessa falta de proposta, a gente decidiu entrar em greve por tempo indeterminado”, afirma.

Goully explica que a proposta havia sido feita durante a pandemia, quando os trabalhadores da área da saúde se expunham para desempenhar sua função, ainda sem perspectiva de vacina. “Criou-se um sentimento de revolta entre os trabalhadores que atuaram bravamente na pandemia da Covid-19. Além de não propor aumento, o governo federal, através do Ministério da Economia e da direção da empresa, apresentaram proposta de redução da insalubridade, diminuindo o salário dos trabalhadores”.

O movimento grevista tem atuação nacional, conforme discorre o dirigente sindical. “Atualmente temos 39 hospitais universitários no país em greve. Concretamente, a direção não apresenta proposta de reajuste salarial. Aguardamos que a pressão do movimento de greve abra um canal de negociação entre a empresa e os trabalhadores”, ressalta.

Wesley Cássio Goully destaca, também, que os serviços não serão totalmente paralisados, já que são essenciais à vida humana. “Os profissionais têm compromisso em manter a saúde e restabelecer as vidas dos nossos usuários internos, e das atividades essenciais que vierem a aparecer nesse período de greve. A gente não vai parar em 100%, mas vai diminuir consideravelmente”.

O objetivo do movimento é fazer o governo se se disponibilizar a negociar. “Nosso pedido não é absurdo, a gente merecia o mínimo de consideração depois dos trabalhos prestados durante a pandemia, onde a gente lutou o máximo para manter as vidas das pessoas. São trabalhadores que se dedicaram intensamente a salvar vidas e agora passam por esse constrangimento”, finaliza o secretário-geral.

O presidente da Adufms, Marco Aurélio Stefanes, afirma que a mobilização dos funcionários da Ebserh é muito importante para pressionar pela correção salarial e melhores condições de trabalho. “A reivindicação é legítima, diante de tantos anos sem reajuste para os trabalhadores que estiveram na linha de frente durante a pandemia”, pontua.

A Ebserh publicou uma nota, em que afirma que “a relatora do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST),ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% em cada área administrativa e de 60% para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00, em caso de descumprimento”.

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Com leitura de carta, ato pela democracia une entidades em mobilização nacional

Ocorreu nesta quinta-feira (11 de agosto), na sede da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), a leitura da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros, acompanhando a mobilização nacional convocada pela Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, na USP. A Adufms foi uma das entidades presentes, com participação do presidente Marco Aurélio Stefanes, que fez uma fala e declamou um poema durante a manifestação.

O ato foi aberto com uma fala do presidente do Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MS), Walter Gonçalves. A carta foi lida por Romilda Pizani, militante do movimento negro. Ela foi seguida por falas de representantes de entidades como Juristas Pela Democracia, Une (União Nacional dos Estudantes), Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), além da própria ACP e da Adufms. Também estiveram presentes representantes da Aduems (Sindicato dos Docentes da UEMS), da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) e de partidos políticos, como PT, PDT, Psol e PCdoB.

Marco Aurélio pontuou o perigo do discurso fascista, que desumaniza os adversários. “Desumanizam as pessoas, porque se não é humano, é permitida qualquer atrocidade. Torturar, matar, eliminar o outro, porque ele não é humano: é isso que o fascismo prega hoje no Brasil”, afirmou o presidente da Adufms, durante sua fala ao microfone.

A data de 11 de agosto foi escolhida devido ao simbolismo: neste dia, em 1977, o professor Goffredo da Silva Telles Júnior, da Faculdade de Direito da USP, leu a Carta aos Brasileiros, denunciando o autoritarismo e a ilegitimidade do governo militar, então liderado pelo general Ernesto Geisel. 55 anos mais tarde, diante de um governo que ameaça a democracia, o movimento Estado de Direito Sempre decidiu pela data para homenagear a memória e o ato de Telles.

Confira a carta na íntegra:

Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos cursos jurídicos no país, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.

Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.
Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para o país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular. A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.

Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.

Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.

Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições. Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.

Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão. Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.

Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos às brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.

No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:

Estado Democrático de Direito Sempre!!!!

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Adufms integra ato ecumênico contra violência política no sábado

Ocorre neste sábado (16), em Campo Grande, o Ato Ecumênico pela vida, pela democracia e contra a violência, convocado por entidades sindicais, movimentos sociais e da juventude e partidos políticos. A Adufms é uma das organizações da sociedade civil que integrarão a manifestação.

O ato tem como objetivo protestar contra a escalada da violência com motivação política, conscientizar a população sobre o assunto e prestar homenagem à memória do guarda municipal Marcelo Arruda, assassinado devido à sua opção política no último domingo (10), em Foz do Iguaçu, Paraná.

Os manifestantes se encontrarão no Calçadão da Rua Barão do Rio Branco, esquina com a Rua 14 de Julho, às 10h. Além da Adufms, também integram o ato a Fetems, Aduems, Sintsep, MST, CUT, UJS, PT, PCdoB, PV, Rede, PSB e Psol.

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Após ato nacional em Brasília, Andes prepara novas mobilizações

Ato “Ocupa Brasília” teve representantes de Mato Grosso do Sul e contou com apoio da Adufms

O Andes-SN encaminhou, nesta segunda-feira (20 de junho), uma circular em que comunica a realização de uma rodada de assembleias, até a quinta-feira (24), para deliberar sobre o indicativo de deflagração de greve; ocupação de universidades, institutos federais e Cefets, entre os dias 27 e 29; e a semana de lutas entre 4 e 7 de julho, contra os cortes orçamentários, as privatizações e em defesa da educação pública. A entidade convoca, para o dia 25, uma reunião do setor das instituições federais de Ensino Superior (IFES).

Na terça-feira (14 de junho), houve o Ocupa Brasília, uma manifestação que uniu representantes sindicais e do movimento estudantil em um grande ato com milhares de participantes. Uma caravana representou Mato Grosso do Sul, com o apoio logístico da Adufms, onde houve a concentração para a viagem. Estiveram presentes, pelo estado, estudantes da UFMS, além de docentes e acadêmicos da UEMS. Ingryd Trigilio, acadêmica de Ciências Sociais na UFMS e representante da UNE, avalia que “a mobilização foi demais”. A estudante destaca que “havia outras caravanas de outros estados, havia a unificação de vários partidos políticos e de movimentos estudantis, então foi uma mobilização muito necessária”.

A professora Dra. Alaíde Japecanga, que leciona no curso de Matemática da UEMS, afirma que é incentivador que haja atos como o Ocupa Brasília. “Para os estudantes, foi uma experiência riquíssima. Eles ainda não conheciam a luta pela universidade pública. Meninos e meninas sabendo o que é a luta é algo que nos faz esperançar”, declara, utilizando a expressão cunhada pelo patrono da educação brasileira, Paulo Freire.

“Havia estudantes do Brasil inteiro, indígenas, quilombolas; conversamos com deputados favoráveis, que subiram no palanque e conversaram com os meninos”, pontua Alaíde. “Esse governo precisa saber que não vamos aceitar calados os retrocessos”, conclui, ao lembrar que Jair Bolsonaro declarou, na segunda-feira (13), que os servidores públicos federais não receberão reajuste salarial em 2022.

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Educação Manifestações

Mesmo com chuva, estudantes fazem ato contra sucateamento da educação na UFMS

A forte chuva não atrapalhou a organização do ato pela educação na UFMS nesta quinta-feira (9). Apesar do número de participantes abaixo do esperado, cerca de 100 manifestantes estiveram no local, onde exibiram faixas e cartazes, distribuíram panfletos e entoaram palavras de ordem. A mobilização foi contra o corte de mais de 1 bilhão de reais realizado por Bolsonaro na educação federal, além dos projetos de lei que propõem homeschooling e cobrança de mensalidades em universidades públicas.

Representante da União Nacional dos Estudantes (Une) e acadêmica de Ciências Sociais, Ingryd Trigilio explica que a expectativa era que houvesse de 500 a 600 manifestantes, como ocorreu no ato contra o aumento de até 233,3% no valor do Restaurante Universitário. “Atrapalhou demais. Foi complicado, começou a chover bem na hora da concentração”. A estudante foi uma das organizadoras da manifestação em Campo Grande.

O ato fez parte de uma mobilização nacional convocada por entidades como a Une, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet). Na UFMS, a organização também conta com os centros acadêmicos de alguns cursos, como os de História e de Jornalismo, além de ter o apoio da Adufms e do Sinasefe.

A UFMS sofreu um bloqueio de cerca de 13 milhões de reais no orçamento, como consequência do corte de mais de 1 bilhão de reais na educação federal, realizado pelo governo de Jair Bolsonaro no dia 27 de maio. Vale lembrar que, embora justifique “falta de verbas”, o governo destinou 699 milhões a parlamentares de seu próprio partido (PL) pelo chamado orçamento secreto, ou seja, verbas liberadas sem justificativa de finalidade e que, na prática, funcionam como mecanismo para troca de favores.

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UFMS

Com apoio de sindicatos, estudantes organizam ato pela educação no dia 9

Estudantes da UFMS organizam um ato, marcado para esta quinta-feira (9 de junho), contra os cortes orçamentários na educação superior, a proposta de cobrança de mensalidades nas universidades públicas e a tentativa de institucionalização do ensino domiciliar, conhecido como “homeschooling”. O valor abusivo do Restaurante Universitário também é levantado pelos manifestantes. A manifestação ocorre a partir das 9h em frente à Reitoria da UFMS.

O ato faz parte de uma mobilização nacional convocada por entidades como a União Nacional dos Estudantes (Une), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet). Na UFMS, a organização também conta com os centros acadêmicos de alguns cursos, como os de História e de Jornalismo, além de ter o apoio da Adufms e do Sinasefe.

Ana Laura Menegat, presidenta do Centro Acadêmico de Jornalismo (Cajor), destaca o sucateamento do curso e da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (Faalc). “O nosso bloco sempre foi motivo de reclamações, porque é muito escuro, tem pouca ventilação, fica cheio de pernilongos, propício a casos de dengue, as cadeiras estão em péssimo estado”.

A acadêmica pontua a negligência da gestão em relação a necessidades básicas de materiais para o curso de jornalismo. “No nosso curso, a gente precisa usar programas Adobe, que não conseguimos ter se a universidade não disponibilizar. Sem os softwares, algumas disciplinas não têm como continuar”. Ana também lembra que a luta dos estudantes está em consonância com a dos professores. “É direito dos professores reivindicar o reajuste, que não é um aumento, e temos que entender que a qualidade de vida dos professores interfere no nosso processo de aprendizagem”.

Ingryd Trigilio, representante da Une em Mato Grosso do Sul e acadêmica de Ciências Sociais, afirma que o ato tem como objetivo defender o futuro dos estudantes. “Bolsonaro tem como principal inimigo a educação. Retira nossos direitos, deixa os jovens sem perspectivas e, principalmente, sem esperança de um futuro melhor”.

Maria Eduarda de Macedo, que cursa o ensino médio no IFMS e é presidenta da União da Juventude Socialista (UJS) em Campo Grande, chama atenção para os cortes recentes na educação. “Fomos pegos de surpresa”, afirma. “Realmente acho que nenhum estudante da rede federal deveria ficar calado diante disso. Acho importante levar isso aos estudantes”, pontua.

Cortes

A UFMS sofreu um bloqueio de cerca de 13 milhões de reais no orçamento, como consequência do corte de mais de 1 bilhão de reais na educação federal, realizado pelo governo de Jair Bolsonaro no dia 27 de maio. Vale lembrar que, embora justifique “falta de verbas”, o governo destinou 699 milhões a parlamentares de seu próprio partido (PL) pelo chamado orçamento secreto, ou seja, verbas liberadas sem justificativa de finalidade e que, na prática, funcionam como mecanismo para troca de favores.

 

 

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Adufms integra ato contra desmonte do serviço público em Brasília

Ocorre nesta terça-feira (31) um ato unificado em Brasília para defender a manutenção dos serviços públicos, reivindicar a recomposição salarial de 19,99% para servidores e protestar contra os frequentes ataques do governo federal, dos quais se destaca, mais recentemente, o bloqueio de 14,5% dos recursos para universidades federais, anunciado no sábado (28).

A Adufms integra o ato, representada pelo professor Dr. José Roberto Rodrigues de Oliveira, indicado como membro da Comissão Nacional de Mobilização pela diretoria do sindicato, a partir de critérios definidos durante o 32º Congresso do Andes-SN.

Durante o período da manhã, manifestantes participaram de uma atividade na rua, com concentração no Espaço do Servidor, ao lado do Ministério da Economia. O ato contou com palavras de ordem, exibição de faixas e cartazes, além de um carro de som com participação de representantes das entidades que integram a manifestação.

Durante a tarde, a partir das 14h (DF), ocorre uma audiência pública no Auditório Nereu Ramos, localizado no Anexo II da Câmara dos Deputados, para debater o serviço público federal e o reajuste salarial emergencial dos servidores. O ato foi iniciado por uma apresentação cultural, com músicos executando canções através de instrumentos de percussão e metais.

Entre os integrantes da mesa, estão o líder da Minoria na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP); o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), Rudinei Marques; João Paulo “JP” Ribeiro, representante do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe); Laura Gusmão, representante da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps); além dos deputados federais Bohn Gass (PT-RS); Patrus Ananias (PT-MG); Enio Verri (PT-PR) e Sâmia Bomfim (Psol-SP), entre outros parlamentares de esquerda, aliados da luta dos servidores.

Na quarta-feira (1º de junho), a vigília será intensificada em frente ao Ministério da Economia. O reajuste salarial emergencial, reivindicado nos atos, foi definido pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), com base nas perdas salariais ocorridas durante a gestão de Jair Bolsonaro, ou seja, a partir de 2019. Os servidores não reivindicam aumento, mas correção salarial de acordo com a inflação, o que não ocorre desde 2017.

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Adufms Manifestações Sindicalismo

Fim de semana teve atos pelo Dia do Trabalhador em Campo Grande e Aquidauana

A Adufms participou, nos últimos sábado e domingo – respectivamente 30 de abril e 1º de maio –, de ações pelo Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, tanto na capital quanto no interior. Tanto em Campo Grande quanto em Aquidauana, as mobilizações uniram o lazer à luta contra os ataques de Jair Bolsonaro à classe trabalhadora.

Em Campo Grande, a ação teve como mote a luta por empregos, direitos e democracia, e ocorreu no sábado, no campo Poeirinha, localizado no Jardim Batistão. O evento contou com distribuição de alimentos, regularização de títulos do eleitor, sorteios e apresentações culturais, como música, pintura de tela e roda de capoeira.

A mobilização, iniciada às 9h, lembrou a luta contra o governo de Bolsonaro e suas mazelas, como o aumento nos preços, o racismo, a LGBTfobia, a devastação ambiental, os escândalos de corrupção e a política genocida de negligência deliberada à pandemia. Além da Adufms, o ato também foi convocado pela CUT, Fetems, MST, FBP, UNE, Ubes, Instituto Dandara, Aduems, Sinasefe, Fetems, Sindjor-MS, Sinergia-MS, Conaq, Sintes-MS, Sintsep-MS, Fetiems, PCB, PCdo B, PT, JPT e UJS.

Em Aquidauana, foi realizada a Feijoada da Resistência, que além da refeição, também contou com apresentação do grupo Mania do Samba e torneio de vôlei. A ação ocorreu pela manhã, a partir das 8h, na sede do Simted, que participou da organização junto à Adufms, à Aduems e ao Sinasefe.

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