Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

reitor

Imposição disciplinar: estudantes pressionam; (rei)toria da UFMS recua

Ilustração reproduzida de Milton Ribeiro (<http://miltonribeiro.sul21.com.br/2016/05/29/anotacoes-sobre-censura-ou-autocensura/>)

A proposta de regulamento disciplinar do estudante elaborada de forma unilateral pela administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) ilustra uma versão século XXI do Panóptico formulado pelo filósofo e epistemólogo francês Michel Foulcault no livro Vigiar e punir: nascimento da prisão (Surveiller et punir, 1975). Mas as/os acadêmicas/os reagiram. A direção da UFMS recuou diante da pressão das/os alunas/os que, por meio de centros acadêmicos e do Diretório Central das e dos Estudantes (DCE), mobilizaram-se e questionaram a pressa de submeter a minuta disciplinadora ao Conselho Universitário (Coun).

O posicionamento discente contrário às medidas impositivas foi manifestado no ofício 79/2018 encaminhado pelo DCE à administração central da UFMS, pedindo “que não seja colocada em pauta a votação do Regulamento Disciplinar no Conselho Universitário”.  Não houve uma democrática discussão com alunas e alunos na elaboração do conteúdo. As/os estudantes não consideram o momento apropriado para discutir normas disciplinares.  Na contestação encaminhada à administração central, o DCE argumenta que “não houve debate sobre o Regimento [Regulamento], por escassez de tempo para a devida divulgação” e que “o debate no presente momento seria prejudicado por conta das avaliações acadêmicas finais e aulas encerradas em alguns cursos, inviabilizando o debate para muitos discentes”.

De acordo com o presidente do DCE, Ari Rogério Ferra Júnior, a minuta de regulamento disciplinar de alunas/os da UFMS não estará na pauta da 136ª reunião ordinária do Coun que acontece na próxima quarta-feira 4 à tarde.  O dirigente estudantil informou que as/os acadêmicas/os vão discutir o conteúdo da proposta da rei(toria) a partir de agosto deste ano, após o retorno das férias.

Nas ideias contidas no rebento proposto pela direção da UFMS estão a exclusão e a expulsão, além da imposição do moralismo e de implicitamente proibir o exercício da cidadania por meio da crítica e do protesto. As entidades representativas das e dos estudantes apontam itens que ferem o princípio da liberdade de expressão, de crítica e da livre manifestação. O capítulo III (“das proibições e responsabilidades”), artigo 5º, entre outros itens proibitivos, contém o inciso “V – cometer ofensa ou dano, moral ou físico, independentemente do meio utilizado, contra qualquer pessoa ou contra a UFMS, no âmbito físico ou virtual da Instituição”.

Alunas/os criticaram que “o estudante tem o direito de manifestação, porém não pode ofender a UFMS. Agora, quem decide o que é ofensa? Isso mesmo, não é você [estudante]”.

Nos itens do artigo 4º do capítulo II (“dos deveres”), no texto propositivo da administração central da UFMS, há os incisos “VIII – manter a ordem e a disciplina em ambientes externos nos quais, na condição de estudante da UFMS, esteja inserido como espectador e/ou organizador” e  “XVII – manter atitudes comedidas nas dependências da Instituição durante as atividades de pesquisa, ensino e extensão” que  também causam perplexidade de discentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Mais questionamentos das acadêmicas e dos acadêmicos: “como vai ser verificado?; “qual é o comportamento considerado inadequado?”; “quem define?”; “o que são consideradas ‘atitudes comedidas’?”.

Soa contraditório a atitude de elaborar minuta de um regulamento disciplinar do estudante sem debater com as/os alunas/os da UFMS. Afinal, o item “Vivência e Inclusão Universitária” do programa de campanha (2016) do atual (rei)tor Marcelo Augusto Santos Turine, começa expressando “promoção do respeito aos estudantes”.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Direção da ADUFMS-Sindicato apresenta reivindicações de docentes a reitor

Foto arquivo – Reunião com o reitor em dezembro do ano passado

Na primeira reunião do ano com o reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Marcelo Augusto Santos Turine, no dia 21 de julho,  a direção da ADUFMS-Sindicato apresentou uma pauta de reivindicação ao reitor Marcelo Turine. Entre os pedidos apresentados estavam a alteração do calendário de escolar, com o recesso de pelo menos uma semana, antes do início do segundo semestre, emendas de feriados, cortes orçamentários, condições de trabalho, infraestrutura e condições de ensino nos campi da UFMS.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, pediu esclarecimentos sobre a situação orçamentária da UFMS. Marcelo Turine adiantou que os recursos disponíveis darão para tocar a universidade até setembro, havendo necessidade de suplementação orçamentária para chegar até o fim do ano. Disse que a situação vem sendo discutida conjuntamente com outras universidades, via ANDIFEs. Neste fórum, a UFMS é representada pela pró-reitora de Planejamento e Orçamento, Dulce Maria Tristão, ex-diretora Diretora da DIFES/SESu/MEC  no Governo Dilma. Nele está em discussão a revisão da matriz orçamentária comum a ser apresentada ao MEC.

Turine reiterou que mesmo com cortes mensais em torno de R$ 100 mil mensais nas despesas, obtidos pela revisão de contratos, até a conta de energia está atrasada em um mês. Adiantou que intenção é dar continuidade ao andamento do calendário escolar até dezembro, usando as sobras orçamentária para manter a rotina das aulas e o pagamento de pessoal terceirizado.

O 1º secretario da ADUFMS-Sindicato, professor José Roberto Rodrigues de Oliveira, indagou o Reitor sobre as condições de alojamento e de permanência para os alunos do Leducampo e do Educação Indígena. Atualmente, os alunos estão em condições insalubres no alojamento do Estádio Morenão.

Turine ponderou que os dois cursos têm o custo aluno elevado e que é praticamente impossível manter a continuidade no formato atual, não só na UFMS, mas também em outras universidades. Argumento que a sua manutenção é mais cara de que o curso de Medicina. Como alternativa, sugeriu que cada professor leve de um a dois para alunos para sua casa, pois neste período de restrição orçamentária todo o corpo docente terá que ser mais solidário, “criativo” e ser empenhar mais, inclusive pegando uma carga horária maior de aulas se for preciso. Adiantou que a UFMS dispõe de 80 vagas para concurso, mas depende de autorização do MEC. A tendência, explicou, é de abrir as vagas só suprir os professores que pediram aposentadoria.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato relatou que recebeu diversas reclamações dos docentes sobre o ritmo estressante do calendário no primeiro semestre de 2017. No modelo compactado, além de não me permitir emenda de feriado, vem causando problemas no fechamento da carga horária. Desta forma alguns docentes não vinham conseguindo cumprir o planejamento apresentado em relação a carga horária disponível nas disciplinas. Cobrou que a entidade apresentou uma proposta com o prazo mais elástico e que a sugestão não foi considerada pela administração.

A alteração de calendário, no entanto, foi descartada, dada como pauta vencida pela administração. Para tanto, alegou que os acadêmicos e professores estavam “felizes” com a sua efetivação, pois além de ajustar o calendário anual, não havia nenhuma reclamação na ouvidoria da UFMS.

Mariuza adiantou que a partir de agora a orientação do Sindicato é de sugerir às/aos docentes que todas as reclamações deste teor também sejam encaminhadas para a Ouvidoria. Também solicitou apoio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas para que facilite o acesso a dados estatísticos sobre as causas de adoecimento que estão gerando pedidos de aposentadoria. O compartilhamento de dados tem o objetivo de contribuir na pesquisa nacional do ANDES-Sindicato Nacional sobre o perfil dos professores (as) que pedem aposentadoria em razão de doenças ocupacionais. Ficou instituído em comum acordo a formação de grupo de estudos com representantes da UFMS e da ADUFMS para analisar os dados e propor sugestões de prevenção e de tratamento dos casos. Devido a compromissos na agenda do reitor, a dirigente a ADUFMS  não conseguiu aprofundar o assunto com os gestores presentes.

O sindicato também reclamou que muitos professores estavam com dificuldades de sair de férias devido à falta de professor para assumir a disciplina. O reitor pediu que estas questões fossem encaminhadas com os diretores de centros que estavam “empoderados” para decidir as alternativas. Pediu a colaboração dos docentes para que gozem as férias no período de recesso, mas adiantou que não vai interferir no modelo existente. Uma das consequências, explicou o Reitor, é que alguns docentes vão ter que ampliar a carga horária no sentido de suprir a ausência dos colegas. O desconto da greve no dia 30 de junho contra as reformas não serão descontadas, visto que não foram encaminhados registros de falta pelas unidades.

Outro pedido formulado pela direção da ADUFMS-Sindicato foi com relação a um ganho adicional para professores lotados nos centros universitários da fronteira e locais de difícil acesso. O estímulo financeiro seria uma forma de compensar a permanência dos docentes nestes campi e que encontram dificuldades de adaptação em razão das peculiaridades de cada município. Muitos fazem concursos em outras cidades maiores, desistem do local, pedem transferência ou recorrem a licença de tratamento para superar quadros como depressão.

Neste ponto, a pró-reitora Dulce Maria Tristão  esclareceu que foi formada comissão para estudar a implantação da gratificação, no entanto, devido às restrições orçamentárias e a troca de ministro, no atual Governo, a questão deixou de ser encaminhada. Considerou difícil adoção a de medidas que impliquem em despesas nas folhas de pagamento.

Mariuza Guimarães também apresentou reclamações em relação às condições físicas e trabalho das recém criadas faculdades, particularmente do extinto Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Algumas faculdades não têm localização ou sequer espaço para a Secretaria Acadêmica, sala de professor, sala para ministrar aulas, havendo caso de aulas marcadas simultaneamente no mesmo espaço.

O pró-reitor de administração e infraestrutura, Cláudio César da Silva, admitiu a existência de problemas no processo de adaptação. Anunciou que a gestão dos espaços, como a Unidade VI e o Multiúso, deixaram de ser atribuição das faculdades e passaram a gestão da administração da UFMS. Em relação a abalos na infraestrutura no campus I de Corumbá, Turine disse que o prédio foi submetido a uma auditoria e fiscalização, não havendo risco de abalos. Também já encaminhou o processo licitatório para as obras de recuperação das rachaduras e após conclusão, o espaço será liberado para atividades.

O Sindicato também cobrou uma posição em relação as obras de prédios, salas de aulas e laboratório que não foram concluídos. Neste ponto, mesmo diante das restrições orçamentárias, a administração assumiu o compromisso de priorizar as conclusões de obras em andamento. Para tanto, alegou que vem fazendo revisões de contrato e pressionando, até via judicial, para que as empreiteiras acelerem o andamento dos serviços, pois havia uma cultura de letargia no cumprimento dos prazos contratuais.

Obs; desta vez a reitoria não permitiu o registro fotográfico da reunião, em razão disso a assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato utilizou uma foto de arquivo.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

 

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Nota pública de indignação ao desrespeito às consultas eleitorais da UFMS

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Democracia na UFMS! Sem mascaras! (ilustração: <http://www.fashionbubbles.com)

A Diretoria da ADUFMS-Sindicato vem a público manifestar indignação quanto ao desrespeito por parte do reitor Marcelo Augusto Santos Turine em relação às consultas eleitorais para direção das unidades setoriais realizadas na UFMS.

Queremos inicialmente parabenizar todos os diretores e todas as diretoras eleitos/as em seus respectivos pleitos. Queremos também parabenizar um colega de uma das unidades da UFMS (resguardamos o sigilo a seu pedido), pelo fato de, mesmo sendo indicado pelo reitor à nomeação, não ter aceitado o cargo por não ter sido o mais votado. Tal atitude merece destaque.

Prestamos apoio incondicional aos resultados das consultas eleitorais realizadas no Câmpus de Coxim e na Faculdade de Educação. Por extensão, prestamos solidariedade e apoio à professora Eliene Dias de Oliveira e ao professor Antônio Carlos do Nascimento Osório vencedores dos respectivos pleitos.

Lembramos que a cerimônia de posse do reitor, com consideráveis custos ao erário, veio com toda a pompa e com presença de autoridades na busca do reconhecimento público da importância do cargo. Já a posse de vários diretores tem sido feita a portas fechadas, sem agenda pública, deixando transparecer que esse é um ato menor no sentido político e acadêmico. Não podemos aceitar que os cargos eletivos dentro de nossa instituição se tornem meros cargos de confiança.

Há hoje clamor forte na comunidade universitária por mais democracia, mais transparência e mais participação. Nossa frágil democracia pede socorro! Não é admissível permitir o avanço do arbítrio e aceitar que os acordos de gabinetes se sobrepujem os processos democráticos realizados pela comunidade.

Historicamente, o movimento docente sempre lutou pela autonomia universitária e contra as ingerências externas. No entanto a autonomia sem democracia caminha para a tirania do pensamento único e para atitudes autocráticas. A universidade é, por excelência, o avesso desse pensamento, pois é a pluralidade de ideias e a sua diversidade de ações que fazem o conhecimento florescer.

Por fim, exigimos que o reitor Turine respeite o Estatuto da UFMS, preze as decisões colegiadas, cumpra com seus compromissos de campanha e respeite as decisões da comunidade universitária.

 

Saudações universitárias!

 

Campo Grande, MS, 5 de junho de 2017

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Conselheiros/as da Famez manifestam contra nomeação arbitrária assinada por Turine

charge reitor
Ilustração reproduzida do facebook da APG-UFMS

As manifestações contra a decisão da (Rei)toria de nomear integrantes da docência da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul que não foram os mais votados nas consultadas realizadas na Faculdade de Educação (Faed) e no Câmpus de Coxim (CPCX) multiplicam-se tanto de forma presencial como nas redes sociais, em notícias veiculadas na mídia e textos de repúdio. Esse rol de críticas à atitude do (Rei)tor Marcelo Augusto Santos Turine inclui protestos de entidades e de colegiado.

Um dos manifestos vem na forma de resolução aprovada no Conselho da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famez). Signatárias/os da medida referendada no colegiado da Famez apoiam a decisão dos segmentos da Faculdade de Educação – docentes, alunas/os, técnicas/os administrativas/os – que resultou na escolha do Professor Doutor Antônio Carlos do Nascimento Osório, por consulta, para dirigir a Faed. Porém (Rei)tor oficializou a Professora Doutora Ordália Alves de Almeida, segunda mais votada, no cargo de diretora da Faculdade de Educação.

Integrantes do colegiado da Medicina Veterinária e Zootecnia pedem zelo no trato da autonomia universitária e respeito ao que foi decidido pela comunidade Faed. “O Conselho de Faculdade da FAMEZ historicamente zela pela independência e boa relação entre as unidades setoriais e a administração central, inclusive no tocante ao respeito às decisões colegiadas e aos resultados das consultas eleitorais. Portanto, manifestamos o total apoio ao resultado da consulta eleitoral para o cargo de Direção da Faculdade de Educação, no sentido de que seja respeitada plenamente a vontade da comunidade acadêmica daquela unidade.”

As nomeações não violam a legislação mas nem por isso ocorrem dentro de preceitos democráticos. De acordo com o coordenador-geral da Associação de Pós-Graduandos (APG-UFMS), Frederico Fernandes, o que está na pauta do descontentamento de acadêmicos/as, professores/as, técnicos/as administrativos/as não é a legalidade e sim a falta de coerência do magnífico. O dirigente estudantil da pós-graduação aponta que há incoerência entre discurso e prática porque Turine agiu contra seu próprio programa defendido durante a campanha para a Reitoria em 2016, no qual assumira respeitar as decisões de colegiadas e o voto da comunidade universitária nas consultas.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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(Rei)toria ignora escolha da comunidade ao não nomear mais votados para direções da Faed e do Câmpus de Coxim

democracia

Ilustração reproduzida do site A Astúcia de Ulisses (<http://www.astuciadeulisses.com.br/quem-inventa-a-democracia/>)

Mais uma canetada da (Rei)toria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) rabisca a democracia na instituição. Desta vez a Administração Central simplesmente ignorou a vontade suprema da comunidade universitária (docentes, técnicas/os administrativas/os e estudantes) ao não escolher os candidatos mais votados na consulta para as direções da Faculdade de Educação (Faed) e do Câmpus de Coxim (CPCX) gestão 2017-2021. No CPCX e na Faed foram eleitos na consulta a Professora Doutora Eliene Dias de Oliveira e o Professor Doutor Antônio Carlos do Nascimento Osório, respectivamente, mas ocorreram nomeações do segundo colocado e da segunda colocada:  Professor Doutor Marcelo Rocha Barros Gonçalves (Coxim) e Professora Doutora Ordália Alves de Almeida (Campo Grande, Faculdade de Educação).

Referente a Campo Grande, o (Rei)tor Marcelo Augusto Santos Turine assinou a Portaria 605/2017), que nomeou a diretora da Faculdade de Educação. A decisão pegou de surpresa a comunidade universitária da Faed. Ao oficializar Ordália, a Administração Central da UFMS não ratificou a vontade dos três segmentos.

A atitude da (Rei)toria se respalda no processo 23104.004237/2017-53 e naquela trivial ‘explicação’ de “uso de suas atribuições legais”, conforme consta na Portaria 605. Porém não detalha de que se trata o processo e quais são essas “atribuições legais”. Tudo muito vago, lacônico.

Embora tenha respaldo legal para escolher qualquer um/a da lista dos/as mais votados/as na consulta à comunidade universitária, o (Rei)tor contradisse o que assumira em 2016, quando foi candidato à Administração Central da UFMS. Na campanha à Reitoria, com o slogan Juntos Somos UFMS, o atual dirigente máximo da instituição ganhou, pelo sistema proporcional, a consulta à comunidade da Universidade e posteriormente foi nomeado reitor.

O então candidato Turine se comprometera politicamente a respeitar as decisões dos três segmentos da Universidade e de seus colegiados.  É o que consta no item 6 (Excelência na Gestão Universitária), subitem 5, publicado no site de sua campanha: “Escolha de gestores e de líderes institucionais na governança pública, de acordo com mérito e competência, com respeito às decisões colegiadas e às consultas eleitorais nas unidades.”

O movimento estudantil da Pedagogia, um dos cursos que integram a Faed, repugnou a atitude do (Rei)tor. “A gente não reconhece nenhuma direção que não saiba respeitar a democracia”, criticou a coordenadora do Centro Acadêmico de Pedagogia (CaPed), Agnes Viana. O CaPed, o Centro Acadêmico de Educação Física (Caef) e a Associação de Pós-Graduandos (APG-UFMS) produziram panfleto com as seguintes frases-protesto contra “velhos hábitos” centralizadores (rei)nantes na UFMS: “Cadê a ‘democracia’ que estava aqui?”; “E agora, Prof. Turine? ‘Cadê o respeito’? Perdeu-se?”

O (Rei)tor não manifestou publicamente sua posição a respeito das nomeações de Ordália (Faed) e de Marcelo (CPCX). A Secom-UFMS, por meio de nota oficial, limitou-se a explicar que “a Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul informa que a nomeação dos dirigentes nas unidades administrativas seguiu rigorosamente as normas universitárias estabelecidas pela legislação federal vigente e pela orientação do Ministério da Educação (MEC)”.  Nada a respeito do compromisso assumido pelo (Rei)tor durante a campanha do ano passado, de respeitar os colegiados e a escolhas da comunidade universitária. Ao contrário, uma atitude monolítica, autocrática, com posses de direções setoriais sendo feitas às escondidas.

Essa não foi a primeira vez que Turine desconsiderou seu programa difundido durante campanha. Ainda na consulta à comunidade da Faed para escolha da direção dessa Faculdade, o Rei(tor) assinou e publicou a Portaria 511/2017 tornando nulos “todos os atos praticados pelo Conselho de Faculdade da Faculdade de Educação”, que suspendeu a votação marcando outra data para a consulta, porque o colegiado daquela unidade decidira que lá a escolha seria pelo modo paritário. A “Paridade nos processos de eleição na Universidade (cada segmento com peso 33,33 no voto)” foi uma das demandas apresentadas ano passado pela Diretoria da ADUFMS-Sindicato às duas chapas candidatas à Reitoria, após ampla discussão com a docência.

O sistema paritário é o que mais espelha a representatividade democrática de professoras/es, acadêmicas/os e técnicas/os administrativas/os, diferente da proporcionalidade que foi imposta pelos incisos I, II e III do artigo 3º da Portaria 335/2017, assinada pelo magnífico. As justificativas?! Um emaranhado legalista, para dizer não ao que foi propalado na campanha: o respeito à democracia.  Está lá no item 07 das 10 Propostas e Diretrizes do então candidato à Reitoria, publicadas no site de sua campanha: “Respeito e fortalecimento dos órgãos colegiados, com incremento de novas formas de participação, representação efetiva nas diferentes esferas acadêmicas, administrativas e científicas, a valorização do diálogo institucional e a abertura e a receptividade para novas ideias.” Na gestão a história é outra: nada de “novas formas” e que se continuem as antigas formas centralizadoras.

A decisão do (Rei)tor de levar em consideração os ditames legalistas em detrimento de seu compromisso de campanha foi apontada pelo Professor Doutor Antônio Carlos do Nascimento Osório como algo imoral sob ponto de vista político. “Nem tudo que é legal é moral!”, sentenciou o docente.

Outro aspecto relevante nessa questão é que o magnífico não só desprezou o que havia definido na campanha de sua chapa, o que já é uma atitude grave, como também não deixou claro as especificidades que o levou a nomear os segundos colocados na consulta para direções da Faed e do CPCX. “A norma que definiu a eleição para diretor deveria ter critérios técnicos”, pondera Osório. O docente afirmou que nem mesmo em nomeação de diretor/a para escola básica se usa atualmente o procedimento adotado pela (Rei)toria.

Politicamente, em debates, a professora Ordália e o professor Osório haviam adotado a posição de só aceitar a nomeação para direção da Faculdade de Educação se fosse escolhido/a o/a mais votado/a na consulta. “Nós dois assumimos publicamente. Isso é uma questão de relação política muito estreita”, admitiu Osório.

Em mensagem, a Professora Doutora Ordália Alves de Almeida admite que havia assumido de só aceitar a escolha da Administração Central para dirigir a Faed caso fosse a primeira na preferência de docentes, alunas/os e técnicas/os administrativas/os da Faculdade.  “Em função da pergunta, claramente direcionada a mim nos dois debates, já que estava explícito um movimento em favor do Antônio [Carlos do Nascimento Osório), afirmei que não aceitaria a nomeação caso não fosse a mais votada.”

A docente segunda colocada na consulta explicou que posteriormente mudou de decisão e aceitou a nomeação para ser diretora da Faed. “Voltei atrás, depois de relutar à minha nomeação, não por não ter palavra, voltei não por capricho, não por interesse particular, não por interesse financeiro, mas sim por entender que meu trabalho íntegro, honesto e de dedicação pudesse levar a FaEd a ocupar um papel importante na UFMS, por entender que a FaEd precisa nesse momento de que nós estejamos dispostos a enfrentar as diferenças e a oposição de ideias de forma respeitosa de maneira a consolidá-la como espaço responsável de produção de conhecimento e de formação ética e humana de professores.”

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Reitoria suspende consulta para escolha de dirigente da Faed

Imagem reproduzida de PNGGET (<http://img.pngget.com/clip1/nnisxscsbqz.png>)

Por meio da Portaria 511/3-05-2017 publicada quarta-feira 3 no Boletim de Serviço (BS), o reitor Marcelo Augusto Santos Turine suspendeu a consulta visando à formação da lista tríplice para escolha de dirigente da Faculdade de Educação (Faed) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).  A decisão tem por base o descumprimento do Estatuto da UFMS e os incisos I, II e III do artigo 3º da Portaria n. 335 de 27 de março de 2017, que determinam a consulta pelo sistema proporcional com 70% de peso para votos de docentes, 15% para estudantes e 15% para técnicos/as administrativos/as.

A medida que interrompeu a votação na Faed vai de encontro ao que o próprio Turine defendeu ano passado em sua campanha para reitor da UFMS. Conforme consta no item sete das propostas e diretrizes do então candidato, que foi eleito pelo sistema proporcional, o magnífico assumiu “respeito e fortalecimento dos órgãos colegiados, com incremento de novas formas de participação, representação efetiva nas diferentes esferas acadêmicas, administrativas e científicas, a valorização do diálogo institucional e a abertura e a receptividade para novas ideias”.

Na Faed, o Conselho composto por maioria de docentes optou pela valoração paritária, com o peso de 1/3 para cada segmento da comunidade universitária. Na contramão dessa vontade soberana, o acolhimento da suspensão da Reitoria aconteceu em reunião esvaziada do colegiado na quarta-feira 3 de maio. As/os alunas/os e as/os professoras/es dos cursos de graduação e pós-graduação da Educação a Distância (EaD) e da Educação do Campo já estavam em regime de votação quando o processo foi suspenso pela Portaria expedida pela Administração Central da UFMS, que fixou para o dia 11 de maio de 2017 outra consulta na Faed.

A decisão, na opinião da ADUFMS-Sindicato, representa retrocesso na escolha da direção da Faed, considerada mais democrática, equilibrada e de respeito entre os três segmentos da comunidade universitária.  A proposta de paridade na escolha de representantes aos cargos de direção de unidades setoriais foi apresentada ao reitor Marcelo Turine pelo Sindicato no início de 2017, formulada por docentes de todos os campi e entregue aos dois candidatos que participaram do pleito para escolha do novo reitor.

O Sindicato tentou, ainda nesta semana, entrevista com o reitor para esclarecimentos sobre a consulta para escolher dirigentes de 17 unidades setoriais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Por meio de nota, a reitoria da UFMS reiterou o compromisso de autonomia das comissões eleitorais na definição das regras do processo. 

A consulta para reitor/a, diretores/as e coordenadores/as de curso pelo sistema de voto proporcional tem sido alvo de constantes questionamentos pelo segmento estudantil, pelas/os técnicos/as administrativos/as e de parte dos/as docentes, que consideram o sistema antidemocrático. Várias universidades adotaram a escolha na forma paritária e até mesmo universal. Atualmente tramita o Projeto de Lei do Senado (PLS) 379, de 2013, de autoria do ex-senador Delcídio do Amaral, que trata da atualização das regras referentes à escolha de dirigentes das instituições de ensino superior, que institui para todas as universidades federais o sistema paritário.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Sindicato entrega pauta de reivindicações a reitor da UFMS

dsc00157A direção da ADUFMS-Sindicato se reuniu na manhã de quarta-feira 28 de dezembro com o novo reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Prof. Dr. Marcelo Augusto Santos Turine.  Na ocasião, a presidenta da entidade, Profa. Dra. Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, entregou carta de reivindicações apresentadas pela categoria durante o processo de escolha do reitor e da vice-reitora. O documento foi entregue oficialmente contendo diversos pontos referentes à gestão administrativa, condições de trabalho docente e sugestões de melhorias nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A principal discussão foi estabelecida em torno da proposta de retirada do Plano de Atividades Docentes (PADOC) devido à sua sobreposição com outros procedimentos com os mesmos propósitos, tais como o Sistema de Avaliação de Desempenho da Carreira Docente (SIADOC), Sistema Acadêmico (SISCAD), Sistema de Gestão de Pós-Graduação (SIGPOS), Sistema de Gerenciamento de Projetos (SIGPROJ), entre outros, que já vêm sobrecarregando as professoras e os professores. Sobre essa questão o pró-reitor de Ensino de Graduação, Prof. Dr. Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, esclareceu que o PADOC serve como instrumento de planejamento e acompanhamento docente, diferentemente dos objetivos dos demais sistemas.

O reitor Marcelo Turine complementou que o controle na distribuição e presença de pessoal nos locais de trabalho vem sendo cobrado pelo Ministério Público Federal (MPF), incluindo a instituição de ponto eletrônico. Em contrapartida, a direção sindical argumentou que o PADOC, da forma como foi proposto e implementado, não passa de uma peça de ficção alimentada com informações dissonantes da realidade, pois várias/os docentes cumprem jornada excedente às quarenta horas e não podem efetuar o registro do tempo real de trabalho. Como proposta alternativa, Turine estabeleceu o compromisso de efetivar a comunicação com outros sistemas, tendo como fonte efetiva de atualização e acompanhamento permanente o Currículo Lattes, que servirá como instrumento para mensurar a atividade da docência.

A ADUFMS-Sindicato reivindicou a instituição de maior prazo para reestruturação administrativa da universidade, que se encontra em curso. Argumentou que quarenta dias para que tal reestruturação seja discutida e implementada são insuficientes para diagnóstico e implantação do novo modelo. A reitoria, por vez, esclareceu que uma comissão vem encaminhando e avaliando as propostas de novas faculdades e institutos, mas apenas daqueles projetos em que os processos já estavam em andamento, com a priorização de unidades com volume sobrecarregado de cursos, como o Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) e o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Campus do Pantanal (CPAN, Corumbá) e Campus de Três Lagoas (CPTL), com base em critérios, bem como indicadores a ser instituídos e aprovados nos conselhos, tais como número de alunos/as, quantidade doutores/as e mestres/as, distribuição da carga docente etc.

A nova administração da UFMS adiantou que não pretende alterar a estrutura organizativa já existente, como os institutos e faculdades. Nesse ponto foi questionado pelo Sindicato se não havia a necessidade prévia de se pensar a representação nas instâncias superiores de decisão e o modelo de universidade, para então se discutir a nova estrutura, sob pena de repetir os erros de gestões anteriores. O reitor alegou que essa é questão administrativa, com base em propostas já em andamento e que havia necessidade de preencher os cargos CD4, fruto da reestruturação interna e fusão de cargos no seu gabinete e nas pró-reitorias. Alertou ainda que, caso a decisão e implementação não fossem rápidas, os cargos poderiam ser resgatados pelo governo federal. Comprometeu-se, por fim, em manter uma administração horizontalizada, tornar mais ágeis as informações sobre as decisões de reestruturação, inclusive com a transmissão das reuniões em tempo real e que mais tarde pretende tratar das questões maiores que demandam a mudança de estatuto da UFMS.

O Sindicato solicitou mais flexibilidade na mobilidade da diretoria da entidade, bem como para as/os representantes sindicais participarem de atividades tais como reuniões, manifestações, seminários, entre outras. O reitor solicitou que os pedidos de liberação devem ser encaminhados às chefias por e-mail, sem dispensar os procedimentos legais, mas promovendo a agilização por meio da tecnologia.

Turine pediu parceria do Sindicato na realização de seminários temáticos para discutir grandes questões atinentes à universidade e ao serviço público: Previdência Social, fortalecimento do Programa de Assistência à Saúde (PAS-UFMS), ensino, pesquisa, extensão e saúde docente. A ADUFMS informou que o Plano de Trabalho da Diretoria para 2017 será definido pelo Conselho de Representantes Sindicais no dia 30/01/2017 e que as temáticas de interesse da Universidade devem ser encaminhadas para apreciação dos/as representantes sindicais.

O reitor informou que vai criar ações que reduzam a evasão estudantil, que garantam o encaminhamento das reclamações à Ouvidoria da UFMS e solicitou apoio do Sindicato no sentido de encaminhar propostas às demandas referentes à rotina administrativa, a docentes e atividades-fim da instituição. Os demais pontos apresentados pela ADUFMS-Sindicato voltarão à pauta em nova reunião prevista para janeiro de 2017.

Também estiveram na reunião os Profs. Drs. Fábio Henrique Viduani Martinez (diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato), Guilherme Rodrigues Passamani (CCHS), do Conselho de Representantes Sindicais, Prof. Dr. Antonio Firmino de Oliveira Neto (representante de coletivos) do Campus de Aquidauana (CPAQ), José Roberto Rodrigues de Oliveira (primeiro secretário da ADUFMS-Sindicato) a Profa. Dra. Fátima Heritier Corvalan (diretora de Promoções Sociais, Culturais e Científicas da ADUFMS-Sindicato), a vice-reitora da UFMS, Profa. Dra. Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo e a assessora da reitoria da UFMS em atendimento aos sindicatos, Profa. Dra. Elizabeth Maria Azevedo Bilange.

 

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato participa de reunião com novo reitor da UFMS

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Marcelo Turine (à esquerda) anunciou nova etapa de diálogo com todos os segmentos representativos da UFMS (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A convite, representantes da direção da ADUFMS-Sindicato estiveram reunidos na quinta-feira (10-11), com o reitor nomeado pelo Ministério da Educação (MEC), Marcelo Turine, e a vice-reitora eleita, ainda não-empossada, Camila Ítavo. Na conversa,  o Magnífico reiterou a disposição de  restabelecer a relação institucional com o Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul.

Previamente, Marcelo Turine fez a apresentação nominal dos novos pró-reitores e assessores responsáveis pela gestão do gabinete. Convidou a direção da entidade sindical para deixar no passado o clima de disputa eleitoral, adiantando a intenção de fazer a gestão focada no administrativo, sem predominância de ideologia político-partidária, sem discriminação e com critérios e indicadores transparentes na criação de novos cursos, faculdades, institutos e na distribuição de recursos.

Prometeu modernizar a gestão, otimizar gastos nas atividade-meio, com objetivo de preservar os investimentos nas atividades-fim, diante da política de cortes de investimentos adotada pelo governo federal.  Reafirmou ainda a disposição de garantir total transparência nos gastos da instituição, transferir a Ouvidoria para o seu gabinete e manter o diálogo com a direção da ADUFMS-Sindicato para dirimir eventuais problemas da UFMS e na vida universitária. Reiterou a meta de investir na qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, no fortalecimento da educação fundamental  e nas licenciaturas, além de uma política de diálogo e de respeito aos/às estudantes que agora contarão com uma assessoria especial ligada ao seu gabinete.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato,  em resposta à explanação de Marcelo Turine, reafirmou o propósito de manter a relação cordial, sempre levando em consideração independência da entidade, com o novo reitor, por meio de postura colaborativa nas ações que visam ao fortalecimento da UFMS e da educação em todos os níveis.  Apresentou a int

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Novo reitor, Marcelo Turine (primeiro à direita), adiantou intenção de preserva investimentos no ensino, enxugando gastos nas atividades meio da UFMS

enção de retomar a carta-proposta de trabalho encaminhada aos candidatos a reitor, construída a partir da colaboração de docentes de todos os campi da UFMS, em nova reunião a ser agendada. Destacou entre as prioridades a discussão em torno da carga horária docente, Plano de Atividades Docentes (Padoc),  calendário de reposição de aulas e ações conjuntas objetivando garantir os investimentos na expansão de vagas, permanência, condições de trabalho, qualidade no ensino, pesquisa e extensão.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato promove terceiro debate dos candidatos/as à reitoria da UFMS em Aquidauana

A ADUFMS-Sindicato organizou na última quarta-feira (27/07) o terceiro debate (foto) para apresentação de propostas de trabalho dos reitoráveis e das vice-reitoráveis da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) gestão 2016-2020. O evento aconteceu às 19h,  no anfiteatro Dóris Mendes Trindade, no Campus de Aquidauana (CPAQ).

A exposição foi mediada pela jornalista Débora Cabrita e contou com as presenças do candidato a reitor e da candidata a vice-reitora  do Mude, respectivamente Marco Aurélio Stefanes  e Alexandra Ayach Anache.  A chapa Juntos Somos UFMS, encabeçada pelo professor  Marcelo Turine (candidato a reitor) e Camila Ítavo (candidata a vice-reitora), não participaram do evento. Alegaram que o certame foi organizado pela entidade sindical e que estariam presentes somente do debate oficial, convocado ad referendum pela Comissão Eleitoral, para dia 2 de agosto 8h30min, no teatro Glauce Rocha, Cidade Universitária da UFMS em Campo Grande.

O Ciclo de Debates organizado pela ADUFMS-Sindicato se encerra nesta quinta-feira 28,  no Campus do Pantanal (CPAN) em Corumbá. Às 18h está marcado o debate no anfiteatro Salomão Baruki do CPAN.

No evento de Aquidauana, o candidato a reitor, Marco  Aurélio Stefanes, expôs as linhas mestras do seu programa de governo: gestão democrática sem grades, acesso e diálogo com a comunidade universitária,  reitoria itinerante, transparência total com publicação de receitas e despesas da UFMS, equidade na distribuição de recursos com critérios instituídos de forma coletiva e homologado pelos conselhos de gestão colegiada, política de permanência com a  criação da moradia estudantil, restaurante universitário noturno, reavaliação e unificação dos sistemas de gestão na UFMS, defesa das conquistas trabalhistas dos/as docentes e técnicos/as administrativos/as, incremento do núcleo de projetos de captação de recursos, ampliação de convênio de ensino, pesquisa e extensão em âmbito nacional e internacional para o fortalecimento da graduação, bom como  da pós-graduação, entre outras propostas.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato realiza debates para exposição de propostas dos/as candidatos/as a reitor e a vice-reitora

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Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Com intuito de fomentar a discussão sobre as alternativas para elevar a qualidade da gestão administrativa, do ensino, da pesquisa e da extensão na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a ADUFMS-Sindicato organizou nesta terça-feira 26 às 19h  no anfiteatro da Geografia do Campus de Três Lagoas o debate entre as chapas que concorrem à consulta na  comunidade universitária, no próximo dia 4 de agosto. Os nomes votados comporão a lista tríplice para a gestão 2016-2020 da Universidade. No governo Dilma, os mais votados (reitoria e vice-reitoria), independente do sistema de voto, sempre foram nomeados.

Na segunda-feira (25-07), às 16h, aconteceu o debate em Campo Grande (foto) no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Participaram o candidato a reitor Marco Aurélio Stefanes e sua candidata a vice-reitora, Alexandra Ayach, da chapa MUDE, que aproveitaram o espaço para detalhar as diretrizes administrativas para a Instituição.  Sob a alegação de que o debate havia sido organizado pela entidade sindical, o candidato a reitor Marcelo Turine  e a candidata Camila Ítavo, ambos da chapa Juntos Somos UFMS, não participaram do debate.

A ADUFMS-Sindicato explicou em nota que a iniciativa de marcar os debates foi motivada pelo fato de a Comissão Eleitoral transferir a responsabilidade de organizar os debates nos campi para os/as candidatos/as, mesmo diante dos pedidos dos/as representantes docentes para que a Comissão organizasse os debates. Dessa forma, como entidade representativa e parte interessada no fomento da discussão dos rumos da Universidade, o Sindicato, após decisão de diretoria, decidiu bancar os debates, como tradicionalmente aconteceu nas consultas anteriores. Um dos argumentos é de que a nova gestão da UFMS administrará o orçamento de mais R$ 593 milhões, a  quarta maior receita pública de Mato Grosso do Sul, e a comunidade universitária tem direito de fazer perguntas e questionamentos sobre as decisões a ser tomadas pelos novos gestores.

Ainda estão marcados para os debates em Aquidauana, dia 27-07 às 19h no anfiteatro Dóris Mendes Trindade e em Corumbá, no dia 28-07 às 18h no anfiteatro Salomão Baruki. Já no dia 2 de agosto, às 8h30, no teatro Glauce Rocha, na UFMS-Campo Grande, acontecerá o único debate marcado ad referendum pela presidência da Comissão Eleitoral.

De acordo com dados da UFMS, estarão aptos a votar 21,8 mil pessoas, sendo 1.367 professores/as, 1.994  técnicos/as administrativos/as, conforme a Divisão de Registros e Movimentação, além de cerca de 18.439 alunos/as. O sistema de votação é o proporcional. Nele o peso do docente é de 75%, contra 15% dos técnicos/as administrativos/as e 15% de estudantes. Mesmo com  30% do total de votantes, administrativos/as e acadêmicos/as podem decidir a consulta em caso de divisão de votos dos/das professores/as para compor a lista tríplice de reitoráveis e vice-reitoráveis que será  encaminhada para apreciação do Ministério da Educação com a respectiva  sanção presidencial dos/as indicados/as. A ADUFMS-Sindicato defende o fim da votação proporcional com base no número dos/as votantes e não sobre o universo de eleitores/as  e  a instituição do voto paritário que aplica o mesma proporção para os três segmentos.

A votação para as chapas concorrentes acontecerá no dia 4 de agosto, no horário das 8h às 21h, com exceção o Hospital Universitário, onde  a votação começará às 6h, em razão de especificidades do trabalho nessa unidade.  Serão distribuídas urnas nos campi da Instituição espalhados por Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Pantanal, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Poderão votar estudantes dos cursos presenciais e a distância espalhados por diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Serão 22 pontos de votação distribuídos  em campi, faculdades, institutos, escola, centros de pesquisas, laboratórios e pró-reitorias.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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